terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Ministérios terão de reduzir funcionários terceirizados e fazer novos cortes

Com pouco espaço para aumentar a arrecadação de tributos e reduzir gastos, os ministérios terão que reduzir os funcionários terceirizados e fazer novos cortes em convênios e contratos. A orientação foi repassada pela equipe econômica em reunião com todos os secretários executivos dos Ministérios, realizada na semana passada.
A determinação foi também a de instalar ponto eletrônico nos prédios para os servidores, segundo fontes do governo ouvidas pelo Estado. Os secretários executivos, que representam, na prática, o número do 2 de cada um dos ministérios, também foram cobrados a acelerar a implantação do programa de corte de 3.000 cargos e de extinção de várias secretarias.
Essas medidas foram anunciadas na reforma administrativa e ministerial feita pela presidente Dilma Rousseff no ano passado, mas que pouco avançaram até agora. Os secretários começaram a discutir o contingenciamento de despesas do Orçamento em cada um dos Ministério. O governo tem até o dia 12 de fevereiro para apresentar o decreto com o corte.
Com os sinais de que a arrecadação continua em queda nesse início do ano por conta da recessão econômica, o governo já enfrenta forte dificuldade para garantir o cumprimento da meta de superávit primário em 2016 de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto).
Segundo uma fonte da área econômica, se o cenário de arrecadação não melhorar será muito difícil evitar uma revisão da meta fiscal. Por isso, a recomendação foi que todos os Ministérios se engajem no corpo a corpo para garantir no Congresso Nacional a aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que recria a CPMF — o chamado imposto do cheque.
Exportação
A equipe econômica, no entanto, não apoia o aumento do IE (Imposto de Exportação) — medida que chegou a ser proposta por setores do governo para aumentar a arrecadação. Segundo uma fonte da equipe, essa medida vai na contramão da intenção do governo de aumentar as exportações - setor que o mais dinâmico da economia, principalmente com o dólar mais alto.
Preocupada com esse risco, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, rebateu no Twitter a ideia que estaria sendo discutida no governo de taxar as exportações do agronegócio como forma de elevar a arrecadação da Previdência Rural. No microblog, ela afirmou que tem "gente na Previdência querendo tributar as exportações".
"Morro e não vejo tudo. Soja e carne não se aposentam", disse. Segundo ela, essa medida transformaria o Brasil na Argentina de Cristina Kirchner. "Temos concorrentes fortes para nos substituir no mercado mundial", alertou a ministra, citando os Estados Unidos como exemplo. Segundo ela, o beneficiário da Previdência tem de contribuir diretamente e não o produtor. "A presidente não permitirá. O Agro está salvando a economia", disse.
Kátia Abreu frisou que a presidente "não permitirá um ataque desses" ao setor. "Ninguém vai querer importar imposto do Brasil. O agro é um time vencedor no Brasil e no mundo. Fez US$ 20 bilhões de superávit na balança comercial enquanto os demais setores foram negativos", argumentou. Segundo a ministra, exportou mais US$ 80 bilhões em 2015 e vai fazer muito mais em 2016 "desde que não nos atrapalhem". "Estamos tentando avançar na medida".


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Governo escolhe os novos comandantes da Forças Armadas

Chefes Exército, Marinha e Aeronáutica devem sair entre quarta e quinta.
G1 obteve nomes dos escolhidos pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner.

Tahiane Stochero Do G1, em São Paulo

O Palácio do Planalto deve divulgar entre esta quarta (7) e quinta-feira (8) os nomes dos novos comandantes das Forças Armadas. Os atuais chefes do Exército, da Aeronáutica e da Marinha ocupam os cargos desde 2007, quando foram nomeados no segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e foram mantidos pela presidente Dilma Rousseff em seu primeiro mandato.

Os novos chefes militares foram escolhidos pelo recém-empossado ministro da Defesa, Jaques Wagner. Segundo o ministério, o petista realizou reuniões com a presidente Dilma na manhã e na tarde desta quarta para bater o martelo sobre os escolhidos.

Segundo o G1 apurou, são dados como certos:
- para comandar o Exército, o general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, que foi comandante militar na Amazônia e atualmente atua na chefia do Comando de Operações Terrestres (Coter), coordenando todas as operações militares em território nacional. Ele sucederá o general Enzo Martins Peri.
- na Aeronáutica, o brigadeiro Nivaldo Rossato, que está no Estado-Maior. Por ordem de antiguidade, ele é o primeiro em uma lista tríplice de candidatos.
O brigadeiro Hélio Paes de Barros Júnior, atualmente responsável pela área logística da Força, chegou a ser apontado como o escoolhido para comandar a Aeronáutica, mas houve mudanças. Ele havia sido apontado para o cargo por Jaques Wagner. Será adido militar em Nova York.
Outro nome que estava na lista tríplice é Francisco Joseli Parente, há anos comandando o avião presidencial, e que deve ir para uma vaga no Superior Tribunal Militar (STM).
- na Marinha, o comandante seria almirante-de-esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira. Carioca, ele comanda hoje a Escola Superior de Guerra (ESG).
Chefes das Forças Armadas do Brasil batem continência para o novo ministro da Defesa, Jaques Wagner, e para seu antecessor, Celso Amorim, em solenidade de passagem do cargo no ministério em Brasília (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil) 
Chefes das Forças Armadas batem continência para
novo ministro, Jaques Wagner, na passagem do cargo
(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A assessoria do Ministério da Defesa informou que a divulgação dos nomes deve ser realizada ainda nesta quarta pela Presidência após assinatura de ato da designação aos cargos, que então deve ser publicado no Diário Oficial da União na quinta.
O Palácio do Planalto diz que “ainda não está confirmado” se a formalização dos nomes será feita nesta tarde e que a divulgação deve ocorrer, como as anteriores modificações feitas por Dilma no segundo mandato, por meio de nota.

No discurso de posse na Defesa, realizada no último dia 2, Jacques Wagner afirmou que pediu o ministério à presidente Dilma Rousseff e está bastante empolgado com o peso político que pode dar ao setor.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Cid Gomes defende reforma no currículo do ensino médio

Novo ministro da Educação recebeu o cargo do petista Henrique Paim.
Segundo ele, currículos têm de levar em conta ‘características regionais’.

Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília

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http://tvpublicafederal.blogspot.com.br/2015/01/cid-gomes-defende-reforma-no-curriculo.html

segunda-feira, 3 de março de 2014

Noni: a planta que cura 27 enfermidades

A planta chegou à Universidade Federal do Piauí há quatro anos e vem sendo alvo de diversos estudos

27/01/2009 11:28
 
Vez por outra, uma planta aparece no cenário nacional com a promessa de curar vários tipos de doenças. Em alguns casos, a fama é comprovada, em outros, os efeitos colaterais acabam por desmistificar o uso exagerado. Há algum tempo, os piauienses conheceram uma planta comum do Taiti, chamada popularmente de Noni. Muitos pesquisadores estão estudando os efeitos de seu fruto e já comprovaram, com 75% de eficiência, os efeitos positivos para a cura de 27 enfermidades. 

A planta chegou à Universidade Federal do Piauí há quatro anos e vem sendo alvo de diversos estudos. O fruto noni, que lembra uma graviola ou fruta do conde, é transformado em suco e misturado com suco de uva ou goiaba, em proporções já estabelecidas. O suco combate, entre outras doenças, artrite, artrose, reumatismo, diabetes tipo 1 e 2, dores de cabeça, impotência sexual, perda de peso e hipertensão. A planta pode chegar a três metros de altura e produz durante o ano inteiro. 

O professor do curso de Agronomia e coordenador do Núcleo de Plantas Aromáticas e Medicinais da UFPI, Francisco Rodrigues Leal, diz que o noni já tem seu espaço garantido na Fitoterapia. “É uma fruta com um sabor e um cheiro diferentes que, aos poucos, a gente se acostuma. No seu país de origem, a fruta é largamente consumida in natura, como nós comemos a goiaba aqui”, comentou o professor. 

De acordo com informações de Francisco Leal, o noni funciona porque tem como princípio elevar a imunidade da pessoa e recuperar as células danificadas. “Além, é claro de toda a riqueza de vitaminas e aminoácidos contidos na fruta”, disse. O concentrado deve ser feito na seguinte proporção: 89% da polpa da fruta e 11% de suco de uva ou goiaba. “Se o paciente fizer em um copo de 100ml deve usar 60% de polpa e 40% de suco de uva ou goiaba”, disse. 

A empresária Margarida dos Santos, de 55 anos, já pagou caro pela garrafa de suco comercializada no Brasil. “Comprei a garrafa em São Paulo. Eu sofria de refluxo gastro-esofágico e depois de 15 dias tomando o suco o problema começou a diminuir — já o remédio não tinha adiantado. O bem-estar aumentou, a pele melhorou bastante e meu cabelo parou de cair como vinha acontecendo de forma dramática. Já tomo o suco há três meses, de manhã em jejum”, informou. 

Francisco Leal alertou, porém, que cada caso é um caso. O paciente deve procurar orientação de um fitoterapeuta, para não correr o risco de usar medidas diferentes ou simplesmente não saber o tempo correto do tratamento. O setor de agronomia da UFPI conta hoje com pouco mais de cem plantas de noni e distribui mudas, em pequena quantidade, para a população.

Produto ainda não tem registro na Anvisa

A popularidade do Noni em alguns países está intimamente ligada ao seu poder terapêutico. Em 2003, a fruta virou febre nos Estados Unidos, que por lá, é misturada com blueberry ou cranberry. Em tempo: o cranberry, uma frutinha vermelha do Hemisfério Norte, é parente da groselha e, acredita-se, do cupuaçu. De acordo com estatísticas de 2003, uma garrafa do suco era vendida a cada dois segundos (ou menos) pelo mundo afora — sem falar das cápsulas e dos chás. Muitas pessoas também revendem o suco na Internet. 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa - informou, em maio de 2007, que o noni não possui histórico de consumo no Brasil e, portanto, a comercialização de qualquer alimento contendo esse ingrediente só será permitida após a comprovação de sua segurança de uso e registro na Anvisa. Ressaltou ainda que, de acordo com o artigo 56 do Decreto-Lei nº. 986/69 os produtos com finalidade terapêutica ou medicamentosa não são considerados alimentos. 

A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás e de vários outros estados brasileiros proibiram a comercialização do suco vendido no Brasil, exatamente por causa da não comprovação da segurança da Anvisa. Controvérsias à parte, quem faz uso do suco do noni diz que seus efeitos são únicos e não se arrependem de tomar, diariamente. 

Fonte: Katiúscia Alves / Jornal O Dia
Edição: Portal O Dia
Repórter: Portal O Dia

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Humberto Costa diz que ideias do PSDB levaram o Brasil para o buraco

Publicado em 26/02/2014 às 8:38 por em Eleições, Notícias
Foto: Pedro França/Agência Senado
Foto: Pedro França/Agência Senado
 
Líder do PT no Senado, o pernambucano Humberto Costa (PT) tomou para si a defesa dos governos de Lula e Dilma das críticas disferidas nessa terça-feira (25) pelo presidenciável mineiro Aécio Neves (PSDB). Na tribuna da Casa, o senador petista afirmou que a oposição não é capaz de realizar as mudanças que o Brasil precisa e atacou o PSDB, afirmando que as ideias da legenda levaram o Brasil para o buraco durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
“Quando vejo as propostas dos tucanos e do seu candidato a presidente da República, vejo tão somente a repetição dos mesmos princípios, das mesmas ideias que levaram o Brasil para o buraco”, afirmou Humberto. No Senado, uma solenidade marcava os 20 anos do Plano Real e exaltava a figura de FHC. Em coro, os tucanos criticaram a condução da economia pelo PT.
“Quem consegue construir a dignidade mínima obviamente cria outras necessidades que precisam ser atendidas, mas nós não vamos atender a essas necessidades com governos que não têm sensibilidade social, com governos que aprofundam desigualdades, com governos que acham que o papel do Estado é tão somente o de fazer com que as forças do mercado possam reger as leis da nossa economia”, disparou o petista.
Pernambuco
Com o discurso do legado petista em Pernambuco na ponta da língua, Humberto ainda questionou a falta de prioridade dada pelo PSDB ao Estado na época de FHC. ”O que fizeram os governos tucanos para atender e o povo do meu Estado? Não se sabe. Mas os governos Lula e Dilma fizeram Pernambuco crescer. Nós levamos uma refinaria, nós levamos um Polo Petroquímico, nós levamos dois estaleiros, nós levamos a Fiat”, listou.

sábado, 15 de fevereiro de 2014


MIRO TEIXEIRA CONCORRERÁ AO GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

O PROS e o PSB se acertaram no Rio. O deputado Miro Teixeira concorrerá ao governo e Romário ao Senado. (Panorama Político - 13-02-2014 (O Globo - Ilimar Franco)

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Miro Teixeira pode ser o candidato de Eduardo Campos no Rio
 

Miro Teixeira pode ser o candidato de Eduardo Campos no Rio

12 de fevereiro de 2014 19:00 por: Categoria: Anna Ramalho, Política 
O deputado federal Miro Teixeira (PROS-RJ) tem conversado com a ex-senadoraMarina Silva para ser o candidato do PSB/Rede no Rio de Janeiro e, assim, dar palanque a Eduardo Campos no estado. A avaliação dos envolvidos nas negociações – além do PSB e do PROS, o PPS também integraria a chapa – é que o apoio de Marina, muito bem votada em 2010 pelos fluminenses, poderia desequilibrar a balança e viabilizar Miro.


TERÇA-FEIRA, 14 DE JANEIRO DE 2014

 
   MIRO TEIXEIRA NO FACEBOOK     


Miro Teixeira é o pré-candidato a Governado do RJ, apoiado por Marina Silva que obteve 2.693.130 de votos no Estado, quase 1/3 (31,52%). Ainda poderá receber, também, apoio do PSB, partido do Governador Eduardo Campos, seu provável companheiro de chapa, ao qual ela também esta filiada, cuja sinergia, certamente, potencializará seu desempenho eleitoral em terras fluminenses.



 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Panorama Político - 06-02-2014 (O Globo - Ilimar Franco)

Como o PMDB, PTB pula fora da reforma ministerial        

                 Receoso, depois do processo de fritura a que o PMDB foi submetido pela presidente Dilma, o PTB decidiu que não participará da reforma ministerial e nem analisará convite para integrar a Esplanada, se ele vier a ser feito. A expectativa na base aliada é a de que o PTB seja reintegrado ao ministério de um presidente petista e que o atual vice-presidente do Banco do Brasil, Benito Gama, fosse nomeado.
- O partido apoia o governo e a reeleição. Nós não queremos ser vítimas dessa fritura. Não vamos participar disso. Não houve nenhum convite, mas se houver o partido não aceitará - garantiu o presidente do PTB, Benito Gama.
O dirigente trabalhista, que será candidato a deputado federal na Bahia, disse que as negociações com o PT nos Estados serão mantidas e que ele vai antecipar sua saída do Banco do Brasil. Ele tem prazo legal para sair até o dia quatro de abril, mas pretende antecipar seu desligamento. A direção do PTB avaliou que o PMDB está saindo muito mal desse processo, pois o Planalto teve sucesso em sua operação de carimbar o PMDB como fisiológico, embora o partido tenha um terço das pastas do PT. E os trabalhistas não querem ser torrados pela mesma máquina de moer aliados.
- Ficou muito ruim. Se o partido ganhar (um ministério), sai aleijado. Se o partido perder, sai morto. Não vamos nos misturar com isso - resumiu Benito Gama.